
Seus passos
No invejar do antílope
No compasso das suas ancas
Balançam a dança
Que balança as suas tranças
E os gêmeos de maboque
Que estufam o seu peito
Só não dançam os meus olhos
Hipnóticos
Enfeitiçados
Diante de toda essa arte!
Mas minha alma balança
Nem mulata de alegorias
Nem morena de sol a pino
Nem chocolate
Nem marrom de superstições
Nem mulher "de cor"
Mas preta - com muita graça
E negra - com toda a raça
Com a pintura de nagô
E a magia dos bantos
Essa escultura de ébano
Me balança
N. Talapaxi S.
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